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Doença ocupacional

Feridas e dermatite na pele pelo cromo: as 'feridas do cromo'

19 de junho de 2026 · por Maiara Krug

Feridas e dermatite na pele pelo cromo: as 'feridas do cromo'

Aviso: conteúdo informativo. Cada caso depende dos laudos médicos e da análise dos seus documentos por um advogado especialista.

Você trabalha (ou trabalhou) com cromo e vive com feridas nas mãos que não cicatrizam, com coceira ou com a pele rachada e irritada? Pode não ser “pele sensível”. O cromo é uma causa conhecida de problemas de pele no trabalho. E essas feridas, além de incomodarem, são um sinal de que houve exposição ao agente.

O que são as “feridas do cromo”

São, principalmente, dois problemas. A dermatite de contato (um tipo de eczema): a pele fica vermelha, coça e descama, em geral nas mãos e nos braços. E as úlceras do cromo: pequenas feridas fundas, de borda dura, que demoram muito a cicatrizar. Aparecem onde a pele toca o cromo e por isso são comuns em quem mexe com cromação, com couro (curtume) e até com cimento, que contém cromo.

Quem costuma ter

É comum em galvanizadores e cromadores, em trabalhadores de curtume e em quem trabalha com cimento, como pedreiros e quem faz argamassa. Saiba mais no artigo sobre a exposição ao cromo.

Como as feridas são um sinal forte da exposição ao cromo

Assim como o “buraco no nariz”, as feridas do cromo na pele mostram que houve contato com o agente. Por isso, elas ajudam a comprovar a exposição, o que reforça o pedido de Aposentadoria Especial e do adicional de insalubridade.

Quais direitos podem caber

Dependendo do caso, podem caber:

1

Aposentadoria Especial

Pelo tempo de trabalho exposto ao cromo, que as lesões ajudam a comprovar.

2

Adicional de insalubridade

Pela exposição, podendo cobrar os últimos cinco anos se houver prazo.

3

Auxílio-acidente

Se as lesões deixarem uma sequela que reduz a capacidade de trabalho.

4

Indenização

Reparação pelos danos, quando há responsabilidade do empregador.

Vale para o trabalhador da iniciativa privada (INSS) e para o servidor público. No caso do servidor, cada regime próprio (do município, do estado ou da União) precisa ser analisado separadamente, porque os direitos dependem do que aquele regime oferece. Cada caso depende dos documentos e da análise médica.

Tem feridas de pele e trabalhou com cromo? Podemos analisar o seu caso.

Como se prova

A prova une o laudo médico (do dermatologista) que descreve as lesões e os documentos que mostram o trabalho com cromo, como o PPP. Juntos, eles ligam as feridas ao trabalho.

Ferida que não cicatriza em quem trabalha com cromo merece atenção, tanto na saúde quanto nos direitos.

Atendimento

Será que isso se aplica ao seu caso?

Cada situação é única. Fale com a nossa equipe e descubra, na prática, o que vale para você.

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